No âmbito das actividades do “Maio Laranja & Cinza”, o último episódio do programa Vamos Falar de Saúde recebeu o ortoprotesista Gabriel Chipalanga para uma conversa sobre o papel dos dispositivos ortoprotésicos no processo de reabilitação física.
Durante a entrevista, o especialista destacou que a ortoprotesia vai muito além da adaptação de equipamentos médicos. “Quando falamos de ortoprotesia, estamos a falar de devolver dignidade, autonomia e qualidade de vida ao paciente”, sublinhou.
Dispositivos que promovem mobilidade e autonomia
Os dispositivos ortoprotésicos são equipamentos biomédicos concebidos para responder a limitações motoras congénitas ou adquiridas. Essas limitações podem surgir devido a traumatismos, doenças ou amputações.
Além da componente estética, estes dispositivos ajudam a reduzir a dor e melhoram a mobilidade. Também facilitam a reintegração social e profissional dos pacientes, contribuindo para o fortalecimento da saúde mental.
Durante a abordagem, Gabriel Chipalanga esclareceu a diferença entre próteses e órteses. As próteses substituem total ou parcialmente membros ausentes. Já as órteses apoiam, estabilizam e corrigem alterações anatómicas e funcionais.
A importância da ergonomia na ortoprotesia
Outro ponto central da conversa foi a relação entre ortoprotesia e ergonomia. Segundo o especialista, a eficácia de uma prótese ou órtese depende da adaptação correcta do dispositivo ao corpo do paciente.
Um alinhamento inadequado ou uma distribuição incorrecta do peso corporal pode provocar dores, desconfortos e lesões secundárias. Por isso, o ortoprotesista trabalha para alinhar e corrigir as forças biomecânicas do corpo humano.
Esse processo garante maior conforto, segurança e eficiência energética durante as actividades diárias.
Reabilitação exige trabalho multidisciplinar
Gabriel Chipalanga destacou ainda que a reabilitação física exige a participação de diferentes áreas da saúde.
- A nutrição desempenha um papel essencial no controlo do peso corporal, na cicatrização dos tecidos e no fortalecimento muscular. Esses factores facilitam a adaptação aos dispositivos ortoprotésicos.
- A fisioterapia e a terapia ocupacional também contribuem directamente para a recuperação. O fisioterapeuta trabalha o fortalecimento muscular, o equilíbrio e o treino da marcha. Por sua vez, o terapeuta ocupacional ajuda o paciente a readaptar-se às actividades do quotidiano.
- Além disso, o acompanhamento psicológico ajuda o paciente a lidar emocionalmente com a nova condição física e mantém a motivação durante o processo de recuperação.
Para compreender melhor todas as explicações e demonstrações apresentadas assista ao programa completo aqui: https://www.facebook.com/share/v/1GrM136upV/