Na segunda edição de Maio do programa Vamos Falar de Saúde, transmitido todas as quartas-feiras pela Rádio Huíla, a fisioterapeuta Alexandra Capita explicou os principais desafios da fibromialgia, uma condição que ainda gera muitas dúvidas entre pacientes e familiares.
Durante a conversa, a especialista destacou que a fibromialgia é uma síndrome clínica caracterizada por dor crónica generalizada. Ou seja, a dor pode atingir diferentes partes do corpo ao mesmo tempo.
Diagnóstico ainda é um desafio
Segundo Alexandra Capita, a fibromialgia não aparece em exames de imagem, como radiografias ou ressonâncias magnéticas. Por isso, os médicos fazem o diagnóstico através da avaliação clínica e da análise dos sintomas apresentados pelo paciente.
A fisioterapeuta também esclareceu que, apesar de não existir cura, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida com acompanhamento adequado.
Sintomas vão além da dor física
A especialista alertou que a fibromialgia afecta não apenas o corpo, mas também o bem-estar emocional e mental. Entre os sintomas mais frequentes, destacam-se:
- Fadiga extrema, mesmo após várias horas de sono;
- Distúrbios do sono e sensação de descanso insuficiente;
- Dificuldade de concentração e lapsos de memória, conhecidos como “fibrofog”;
- Ansiedade e sintomas depressivos relacionados à dor constante.
Como a fisioterapia contribui no tratamento
Durante o programa, Alexandra Capita explicou que a fisioterapia desempenha um papel importante no controlo da fibromialgia. O objectivo é reduzir os sintomas e devolver mais autonomia ao paciente.
Entre as principais abordagens utilizadas estão:
- Educação sobre a dor, ajudando o paciente a compreender melhor a condição;
- Exercícios terapêuticos de baixo impacto, como caminhadas, alongamentos e fortalecimento muscular gradual;
- Terapia manual e técnicas de relaxamento para aliviar tensões musculares e melhorar a mobilidade.
Exercício físico deve respeitar os limites do corpo
A especialista reforçou que a prática regular de actividade física é essencial. No entanto, os exercícios devem respeitar os limites de cada pessoa, principalmente durante períodos de crise.Além disso, Alexandra Capita defendeu um acompanhamento multidisciplinar, com apoio de fisioterapeutas, reumatologistas e profissionais de saúde mental.
Ouvintes esclareceram dúvidas ao vivo
Durante a transmissão, ouvintes e internautas participaram com perguntas sobre a diferença entre fibromialgia e problemas na coluna ou articulações. Também surgiram dúvidas sobre como familiares podem apoiar quem convive com a doença.
A entrevista completa está disponível na página oficial do Grupo Liberatos no Facebook.