Dispositivos ortoprotésicos na reabilitação física

No âmbito das actividades do “Maio Laranja & Cinza”, o último episódio do programa Vamos Falar de Saúde recebeu o ortoprotesista Gabriel Chipalanga para uma conversa sobre o papel dos dispositivos ortoprotésicos no processo de reabilitação física.

Durante a entrevista, o especialista destacou que a ortoprotesia vai muito além da adaptação de equipamentos médicos. “Quando falamos de ortoprotesia, estamos a falar de devolver dignidade, autonomia e qualidade de vida ao paciente”, sublinhou.

Dispositivos que promovem mobilidade e autonomia

Os dispositivos ortoprotésicos são equipamentos biomédicos concebidos para responder a limitações motoras congénitas ou adquiridas. Essas limitações podem surgir devido a traumatismos, doenças ou amputações.

Além da componente estética, estes dispositivos ajudam a reduzir a dor e melhoram a mobilidade. Também facilitam a reintegração social e profissional dos pacientes, contribuindo para o fortalecimento da saúde mental.

Durante a abordagem, Gabriel Chipalanga esclareceu a diferença entre próteses e órteses. As próteses substituem total ou parcialmente membros ausentes. Já as órteses apoiam, estabilizam e corrigem alterações anatómicas e funcionais.

A importância da ergonomia na ortoprotesia

Outro ponto central da conversa foi a relação entre ortoprotesia e ergonomia. Segundo o especialista, a eficácia de uma prótese ou órtese depende da adaptação correcta do dispositivo ao corpo do paciente.

Um alinhamento inadequado ou uma distribuição incorrecta do peso corporal pode provocar dores, desconfortos e lesões secundárias. Por isso, o ortoprotesista trabalha para alinhar e corrigir as forças biomecânicas do corpo humano.

Esse processo garante maior conforto, segurança e eficiência energética durante as actividades diárias.

Reabilitação exige trabalho multidisciplinar

Gabriel Chipalanga destacou ainda que a reabilitação física exige a participação de diferentes áreas da saúde.

  • A nutrição desempenha um papel essencial no controlo do peso corporal, na cicatrização dos tecidos e no fortalecimento muscular. Esses factores facilitam a adaptação aos dispositivos ortoprotésicos.
  • A fisioterapia e a terapia ocupacional também contribuem directamente para a recuperação. O fisioterapeuta trabalha o fortalecimento muscular, o equilíbrio e o treino da marcha. Por sua vez, o terapeuta ocupacional ajuda o paciente a readaptar-se às actividades do quotidiano.
  • Além disso, o acompanhamento psicológico ajuda o paciente a lidar emocionalmente com a nova condição física e mantém a motivação durante o processo de recuperação.

Para compreender melhor todas as explicações e demonstrações apresentadas assista ao programa completo aqui: https://www.facebook.com/share/v/1GrM136upV/

Grupo Liberatos premiado pela responsabilidade social

O Grupo Liberatos recebeu o Certificado Verde, atribuído nos termos do Decreto Executivo n.º 178/24, de 10 de Outubro. O reconhecimento destaca a regularidade contributiva das empresas do Grupo e reforça o seu compromisso com a responsabilidade social.

Durante vários anos, antes da criação do Portal do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), as empresas efectuavam o pagamento das contribuições por meio de depósitos bancários e processos manuais. As folhas de registo permaneceram em uso durante mais de uma década.

Entretanto, com a implementação do Portal do INSS, o Grupo Liberatos iniciou um processo de modernização administrativa. A empresa substituiu gradualmente os métodos manuais pelo sistema electrónico, tornando os procedimentos mais rápidos, organizados e eficientes.

Além disso, a transição decorreu de forma segura e demonstrou o rigor da organização no cumprimento das suas obrigações sociais. Ao longo dos últimos dez anos, o Grupo Liberatos consolidou uma trajectória marcada pela transparência, disciplina contributiva e respeito pelas normas de Protecção Social.

Para a direcção do Grupo, a obtenção do Certificado Verde representa não apenas um reconhecimento institucional, mas também um motivo de orgulho. O documento confirma o compromisso permanente da empresa com a valorização do trabalho e a responsabilidade social.

Especialista esclarece dúvidas sobre ergonomia no trabalho

O especialista em Fisioterapia Neurológica, Vitorino Tchilulu, foi o convidado da edição de hoje do programa “Vamos Falar de Saúde”, onde trouxe a debate um tema de grande importância para a saúde pública e corporativa: a ergonomia no trabalho.

O conceito de ergonomia

Durante a entrevista, o especialista definiu a ergonomia como a ciência que estuda a interacção entre o ser humano e os restantes elementos de um sistema. No contexto laboral, trata-se de um conjunto de normas e directrizes que visam adaptar o trabalho às capacidades anatómicas, fisiológicas e psicológicas do homem — e não o inverso.

O objectivo central é assegurar que ferramentas, mobiliário e a própria organização das tarefas não constituam factores de agressão ao corpo humano, promovendo condições de trabalho mais seguras e adequadas.

Riscos ocupacionais e prevenção

Vitorino Tchilulu deixou um alerta sobre o aumento das doenças profissionais associadas à má ergonomia, com destaque para as lesões por esforços repetitivos (LER). Segundo o especialista, a adopção de posturas incorrectas e a permanência prolongada na mesma posição contribuem para o aparecimento de fadiga, dores musculares e lesões incapacitantes.

Como medida preventiva essencial, destacou a importância de realizar pausas regulares ao longo do dia de trabalho, permitindo a recuperação muscular e o alívio da tensão física e mental.

Benefícios de um ambiente ergonomicamente adequado

A correcta aplicação dos princípios ergonómicos reflecte-se directamente na saúde dos trabalhadores e no desempenho das instituições. Entre os principais benefícios, destacam-se:

  • Redução do absentismo, através da diminuição de baixas médicas associadas a dores crónicas e fadiga;
  • Aumento da produtividade, com trabalhadores mais confortáveis e eficientes;
  • Melhoria do bem-estar geral, com redução do stress físico e mental.

O especialista sublinhou ainda que a criação de um ambiente de trabalho seguro é uma responsabilidade partilhada. Cabe às instituições garantir condições e equipamentos adequados, enquanto aos trabalhadores compete adoptar boas práticas de postura e autocuidado no quotidiano.

Assista à emissão

A emissão completa do “Vamos Falar de Saúde”, com todas as explicações e recomendações do especialista Vitorino Tchilulu, encontra-se disponível nas plataformas digitais do Grupo Liberatos.

Aceda à página oficial e assista ao programa completo:

Parte 1 – https://web.facebook.com/share/v/1EFnBHjYmc/
Parte 2 – https://web.facebook.com/share/v/14Xifm9F9tq/

Fibromialgia: fisioterapia ajuda no controlo da dor e melhoria da qualidade de vida

Na segunda edição de Maio do programa Vamos Falar de Saúde, transmitido todas as quartas-feiras pela Rádio Huíla, a fisioterapeuta Alexandra Capita explicou os principais desafios da fibromialgia, uma condição que ainda gera muitas dúvidas entre pacientes e familiares.

Durante a conversa, a especialista destacou que a fibromialgia é uma síndrome clínica caracterizada por dor crónica generalizada. Ou seja, a dor pode atingir diferentes partes do corpo ao mesmo tempo.

Diagnóstico ainda é um desafio

Segundo Alexandra Capita, a fibromialgia não aparece em exames de imagem, como radiografias ou ressonâncias magnéticas. Por isso, os médicos fazem o diagnóstico através da avaliação clínica e da análise dos sintomas apresentados pelo paciente.

A fisioterapeuta também esclareceu que, apesar de não existir cura, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida com acompanhamento adequado.

Sintomas vão além da dor física

A especialista alertou que a fibromialgia afecta não apenas o corpo, mas também o bem-estar emocional e mental. Entre os sintomas mais frequentes, destacam-se:

  • Fadiga extrema, mesmo após várias horas de sono;
  • Distúrbios do sono e sensação de descanso insuficiente;
  • Dificuldade de concentração e lapsos de memória, conhecidos como “fibrofog”;
  • Ansiedade e sintomas depressivos relacionados à dor constante.

Como a fisioterapia contribui no tratamento

Durante o programa, Alexandra Capita explicou que a fisioterapia desempenha um papel importante no controlo da fibromialgia. O objectivo é reduzir os sintomas e devolver mais autonomia ao paciente.

Entre as principais abordagens utilizadas estão:

  • Educação sobre a dor, ajudando o paciente a compreender melhor a condição;
  • Exercícios terapêuticos de baixo impacto, como caminhadas, alongamentos e fortalecimento muscular gradual;
  • Terapia manual e técnicas de relaxamento para aliviar tensões musculares e melhorar a mobilidade.

Exercício físico deve respeitar os limites do corpo

A especialista reforçou que a prática regular de actividade física é essencial. No entanto, os exercícios devem respeitar os limites de cada pessoa, principalmente durante períodos de crise.Além disso, Alexandra Capita defendeu um acompanhamento multidisciplinar, com apoio de fisioterapeutas, reumatologistas e profissionais de saúde mental.

Ouvintes esclareceram dúvidas ao vivo

Durante a transmissão, ouvintes e internautas participaram com perguntas sobre a diferença entre fibromialgia e problemas na coluna ou articulações. Também surgiram dúvidas sobre como familiares podem apoiar quem convive com a doença.

A entrevista completa está disponível na página oficial do Grupo Liberatos no Facebook.

Pé boto em foco no “Vamos Falar de Saúde”

A primeira edição de maio do programa “Vamos Falar de Saúde” abordou o pé boto, uma condição ortopédica congénita que afecta o posicionamento dos pés à nascença e pode comprometer a mobilidade da criança se não for tratada atempadamente.

O programa contou com a participação de Luís Catumbela, assistente social, e Ana Paula da Silva, ortoprotésista, psicóloga clínica e directora do Centro Ortopédico do Lubango, que apresentaram uma análise clara sobre as causas, diagnóstico e opções de tratamento da condição.

O que é o pé boto e quais as causas?

Durante a sessão, os especialistas começaram por definir o pé boto como uma deformidade congénita caracterizada pela rotação anormal do pé. Foram apontadas três principais causas, com destaque para a origem genética, considerada o factor mais frequente. Também foram mencionados factores associados que podem influenciar o desenvolvimento da condição:

  • Factores intrauterinos (durante a gravidez)
  • Factores ambientais
  • Factores neuromusculares
  • Condições associadas (espinha bífida ou artrogripose)
  • Outras síndromes genéticas ou neurológicas

Diagnóstico precoce é fundamental

No que diz respeito ao diagnóstico do pé boto, foi explicado que, no contexto local, este é feito principalmente após o nascimento, através de avaliação clínica realizada por fisioterapeutas. Em alguns casos, o problema pode ser identificado ainda durante a gestação por meio de ecografia.

Foram ainda apresentados os dois tipos principais da condição:

  • Pé boto idiopático
  • Pé boto sindrómico

Tratamento: entre fisioterapia e cirurgia

O tratamento do pé boto pode variar conforme a gravidade do caso, passando por fisioterapia ou intervenção cirúrgica. Segundo os especialistas, a continuidade do tratamento é essencial para evitar complicações, como contraturas e limitações funcionais.

No âmbito das campanhas cirúrgicas realizadas no Lubango, cerca de 58 crianças já foram operadas, demonstrando o impacto positivo dessas iniciativas na recuperação dos pacientes.

O papel do Gabinete do Utente e da família

O Gabinete do Utente foi destacado como peça-chave no processo, sendo responsável pelo registo e acompanhamento dos pacientes. Além disso, tem desenvolvido um trabalho contínuo de sensibilização das famílias, promovendo a adesão ao tratamento e esclarecendo dúvidas sobre a condição.

Parcerias com o Hospital Pediátrico e a Maternidade têm reforçado a educação clínica, enquanto o Centro Ortopédico do Lubango tem apoiado no transporte de pacientes, facilitando o acesso aos cuidados de saúde.

Desafios e apelo às famílias

Um dos principais desafios identificados é a resistência ou abandono do tratamento por parte de algumas famílias, o que pode agravar o quadro clínico da criança. O assistente social Luís Catumbela destacou a importância do acompanhamento contínuo e deixou um apelo à não desistência do tratamento.

Foi também referido que o pé boto afecta com maior frequência o sexo masculino e pode levar a consequências sociais, como o bullying, caso não seja tratado adequadamente.

A primeira edição do “Vamos Falar de Saúde” reforçou a importância do diagnóstico precoce do pé boto, da adesão ao tratamento e do envolvimento familiar. Com acompanhamento adequado, é possível corrigir a deformidade e garantir uma melhor qualidade de vida às crianças afectadas.

Funcionários do Mês: Excelência que impulsiona o Grupo Liberatos

“O sucesso constrói-se com disciplina, visão e coragem para fazer sempre melhor.”— Sindika Dokolo

O Grupo Liberatos reafirma, diariamente, a sua convicção de que o verdadeiro motor do crescimento são as pessoas. São os profissionais que, com dedicação, disciplina e sentido de missão, transformam desafios em resultados e fazem da excelência uma prática constante.

No mês de abril, destacou dois colaboradores que personificam estes valores e elevam, com consistência, o padrão de qualidade do Grupo: Cecílio Ricardino Tomás e Yuri Jilson de Oliveira do Carmo. Dois percursos distintos, unidos pelo mesmo compromisso com o rigor, a produtividade e o profissionalismo.

Com mais de uma década de trajectória na empresa, Cecílio Ricardino Tomás, colaborador desde 2011, distingue-se pela sua postura serena e forte espírito de equipa. A sua actuação caracteriza-se por uma abordagem prática e eficiente, aliada a uma capacidade notável de resposta aos desafios do dia-a-dia. A sua consistência, foco e elevado nível de produtividade fazem dele uma referência na sua área.

Por sua vez, Yuri Jilson de Oliveira do Carmo, que integra a equipa desde 2020, destaca-se pela sua energia, dinamismo e elevado sentido de responsabilidade. A qualidade do seu trabalho reflecte atenção ao detalhe, domínio técnico e compromisso com a excelência. A sua postura transmite confiança e contribui activamente para um ambiente de estabilidade e crescimento.

O desempenho exemplar de ambos, marcado pelo rigor, dedicação e resultados consistentes, justifica plenamente esta distinção. Este reconhecimento simboliza não apenas o mérito individual, mas também o impacto positivo que cada um tem no fortalecimento da cultura e dos resultados do Grupo.

O Grupo Liberatos orgulha-se dos seus profissionais e acredita que conquistas como esta são etapas importantes numa trajectória de crescimento contínuo.

Durante a cerimónia de entrega dos certificados, o Director destacou: “Parabéns pela merecida distinção. Continuem a inspirar. Porque quando as pessoas evoluem, a empresa cresce com elas.”

Numa data em que se assinala o 1º de Maio – Dia Internacional do Trabalhador, esta homenagem ganha um significado ainda mais especial, reforçando o compromisso do Grupo Liberatos em valorizar o esforço, a dedicação e o papel fundamental dos seus colaboradores no desenvolvimento sustentável da organização.

O papel do médico de família na Via Verde do AVC

A última edição do programa “Vamos Falar de Saúde”, referente ao mês de abril, contou com a participação da Dra. Kama Sandra Chimuco. Numa abordagem clara e pedagógica, a especialista falou sobre o papel do médico de família na Via Verde do acidente vascular cerebral (AVC).

Compreender o AVC e os seus sinais

Durante a conversa, a médica começou por esclarecer o que é o AVC e quais são os seus principais tipos. Explicou que os sintomas se manifestam como alterações neurológicas agudas. Por isso, exigem rapidez e precisão na avaliação.

Além disso, destacou o uso de escalas clínicas específicas para diagnóstico. Nesse contexto, desmistificou a crença de que o AVC do lado esquerdo é sempre mais fatal. Segundo a especialista, trata-se de um mito sem base clínica.

Tempo de resposta e tratamento

Ao longo da emissão, os ouvintes colocaram questões relevantes. Entre elas, destacaram-se dúvidas sobre os métodos de tratamento, incluindo a possibilidade de cirurgia.

Por outro lado, abordou-se também a recuperação. A médica reforçou que o tempo de resposta é determinante. Ou seja, quanto mais rápida for a intervenção, maiores são as chances de recuperação.

Como funciona a Via Verde do AVC

Um dos pontos centrais foi a explicação da Via Verde do AVC. Trata-se de um sistema que começa na comunidade, com a identificação precoce dos sinais.

Em seguida, o doente é encaminhado para unidades hospitalares de referência. Nesses locais, recebe atendimento prioritário e especializado. Exames como a tomografia axial computarizada (TAC) permitem identificar o tipo de AVC e orientar o tratamento. Depois disso, o acompanhamento é feito por um neurologista.

Grupos de risco e novos desafios

A especialista destacou os principais grupos de risco. Entre eles estão os hipertensos, diabéticos descompensados, idosos e doentes com drepanocitose. Assim, reforçou a importância do controlo das doenças crónicas.

Entretanto, sobre o aumento de casos em jovens. Segundo explicou, este cenário está ligado a estilos de vida pouco saudáveis, uso de anabolizantes e consumo excessivo de bebidas energéticas.

O papel da família na recuperação

Outro ponto relevante foi o papel da família. Após a alta hospitalar, o apoio familiar é essencial para a reintegração do paciente.

Nesse sentido, a família deve promover inclusão, respeito e autonomia. Além disso, o fisioterapeuta desempenha um papel fundamental na recuperação funcional e na melhoria da qualidade de vida.

Situações específicas e mensagem final

A emissão abordou ainda casos específicos, como o AVC em mulheres grávidas. Nesses casos, cada situação deve ser avaliada de forma individual.

Por fim, mais do que uma conversa técnica, o programa reforçou a importância da rádio na educação em saúde. Assim, continua a levar informação vital às comunidades e a contribuir para a prevenção e salvamento de vidas.

Médico de Família: a primeira linha de defesa da saúde comunitária em destaque no “Vamos Falar de Saúde”

No mais recente episódio o programa “Vamos Falar de Saúde”, recebeu a Dra. Kama Sandra Chimuco, Chefe do Departamento de Saúde Pública, para uma reflexão aprofundada sobre “O papel do médico de família na comunidade”. A entrevista, transmitida também em directo nas páginas oficiais do Grupo Liberatos e da Rádio Huíla, destacou a relevância estratégica desta especialidade para o fortalecimento dos sistemas de saúde.

Uma abordagem que vai além da doença

Durante a conversa, a especialista reforçou que o médico de família não se limita ao tratamento de patologias isoladas. Trata-se de um profissional com uma visão integrada, que acompanha o paciente no seu contexto familiar, social e comunitário.

Segundo a Dra. Kama Sandra Chimuco, “o médico de família gere o processo saúde-doença considerando a dinâmica familiar, reconhecendo que o ambiente em que o indivíduo vive influencia directamente o seu estado de saúde”. Esta abordagem humanizada permite um cuidado mais próximo, contínuo e eficaz.

Impacto directo na qualidade de vida

Entre os principais contributos deste profissional, destacam-se:

  • Acompanhamento contínuo e personalizado, com definição de planos de cuidado ajustados à realidade de cada paciente;
  • Identificação precoce de riscos, permitindo intervenções antecipadas e mais eficazes;
  • Orientação e encaminhamento adequado, funcionando como porta de entrada para outros níveis de cuidados de saúde;
  • Fortalecimento do vínculo médico-paciente, essencial para adesão aos tratamentos e prevenção.

Prevenção como pilar do sistema de saúde

Um dos pontos mais relevantes abordados foi o impacto da medicina familiar na prevenção. Estima-se que cerca de 85% das condições de saúde possam ser influenciadas por intervenções ao nível da família e da comunidade, reforçando o papel deste profissional na promoção da saúde e na redução de doenças evitáveis.

Avanços e desafios em Angola

Angola tem registado progressos com a formação de novos especialistas em Medicina Familiar e Geral, um passo importante para a expansão dos cuidados primários. No entanto, persistem desafios estruturais e logísticos que exigem atenção, sobretudo para garantir uma cobertura mais abrangente e equitativa em todo o território nacional.

Aceda ao conteúdo completo através do link: https://web.facebook.com/share/v/18Xog1hu5y/

Grupo Liberatos abre 5 vagas em 4 áreas

O Grupo Liberatos abriu cinco vagas de emprego, distribuídas por quatro áreas, no âmbito do reforço da sua equipa.

As oportunidades destinam-se a profissionais das seguintes áreas:

Pedreiro

Requisitos:

  • Idade: entre 25 a 35 anos
  • Formação académica: Mínimo II Ciclo concluído.
  • Formação técnica: Construção civil será considerada uma vantagem.
  • Experiência profissional: Experiência mínima de 3 anos comprovada em obras de construção civil, incluindo alvenaria, assentamento de pisos e revestimentos, montagem de estruturas e coberturas
  • Conhecimentos técnicos:

Execução de alvenarias e acabamentos

Assentamento de pavimentos e revestimentos

Utilização adequada de ferramentas e equipamentos de trabalho.

  • Competências pessoais:

Responsabilidade, organização e disciplina

Capacidade de trabalho em equipa

Boa condição física e mental

Pontualidade e proatividade

  • Documentação obrigatória:

Curriculum Vitae actualizado

Cópia do Bilhete de Identidade

Certificados de habilitações literárias e/ou cursos técnicos

Mecânico

Requisitos

  • Idade: Entre 30 a 45 anos
  • Formação académica: Mínimo II Ciclo concluído; formação técnica em mecânica será considerada uma vantagem
  • Experiência profissional: Experiência mínima de 3 anos comprovada na manutenção e reparação de viaturas ligeiras e pesadas
  • Conhecimentos técnicos:

Diagnóstico e reparação de motores a diesel e gasolina

Manutenção preventiva e correctiva de viaturas ligeiras e pesadas

Conhecimentos básicos de sistemas eléctricos e electrónicos

Utilização adequada de ferramentas e equipamentos de oficina

  • Competências pessoais:

Responsabilidade, organização e disciplina

Capacidade de trabalho em equipa

Boa condição física

Pontualidade e proatividade

Electromecânico

Requisitos

  • Idade: entre os 30 aos 40 anos
  • Experiência mínima comprovada de 3 anos na área de manutenção electromecânica.
  • Licenciatura ou curso técnico em Electromecânica, Mecatrónica, Engenharia Mecânica ou áreas afins.
  • Conhecimentos sólidos em sistemas eléctricos e mecânicos, leitura de esquemas e diagnóstico de avarias.
  • Capacidade de realizar manutenção preventiva e correctiva em equipamentos industriais.
  • Cumprimento rigoroso das normas de segurança e qualidade.

Competências desejadas:

  • Boa capacidade de trabalho em equipa.
  • Forte orientação para resultados e resolução de problemas.
  • Disponibilidade para actuar em diferentes áreas da manutenção.

Responsabilidades:

  • Executar manutenção preventiva e correctiva em equipamentos electromecânicos.
  • Diagnosticar e reparar falhas eléctricas e mecânicas.
  • Garantir o bom funcionamento dos sistemas e equipamentos da empresa.

Motorista de Pesados

Requisitos:

  • Idade: Entre 35 e 45 anos
  • Formação académica: Mínimo II Ciclo concluído
  • Carta de condução: Categoria C ou superior, válida e actualizada
  • Experiência profissional: Mínimo de 3 anos comprovados como motorista de pesados
  • Conhecimentos adicionais:

Noções básicas de mecânica automóvel

Conhecimento das normas de trânsito e segurança rodoviária

  • Competências pessoais:

Responsabilidade e pontualidade

Boa condição física

Capacidade de trabalhar sob pressão e em longas jornadas

Espírito de equipa e disciplina
Disponibilidade: Imediata e para viagens interprovinciais

  • Documentação obrigatória:

Curriculum Vitae actualizado
Cópia do Bilhete de Identidade
Cópia da Carta de Condução
Certificados de habilitações literárias

Faça a sua candidatura aqui: https://liberatos.co.ao/candidatura-espontanea/ até dia 30 de abril.

Doenças Ocupacionais: riscos silenciosos que exigem acção imediata

O Vamos Falar de Saúde desta quarta-feira, esteve à conversa com o Director Provincial da Saúde da Huíla,Dr. Paulo Miguel Luvangamo, que, nesta edição, assumiu o papel de especialista em Medicina do Trabalho para abordar um tema de extrema relevância: as doenças ocupacionais.

Ao longo da sua intervenção, o especialista chamou a atenção para os riscos muitas vezes invisíveis que permeiam o ambiente laboral, classificando-os em quatro grandes grupos, que quando negligenciados, podem comprometer seriamente a saúde dos trabalhadores, são eles:

  • Riscos físicos
  • Riscos químicos
  • Riscos ergonómicos
  • Riscos biológicos

Mais do que identificar os perigos, o Dr. Paulo Luvangamo destacou a importância da prevenção como ferramenta essencial, sublinhando que a segurança no trabalho não depende apenas das instituições, mas também da consciência e do comportamento individual de cada colaborador.

Num momento de reflexão directa e incisiva, deixou um alerta claro aos ouvintes:

“A responsabilidade pela nossa saúde começa em nós. Esperar que outros cuidem dela por nós é, sem dúvida, uma das decisões mais perigosas que podemos tomar.”