Malária e Doação de Sangue: Ligação que Salva Vidas

O Vamos Falar de Saúde desta semana, reuniu dois especialistas para abordar uma questão de grande relevância para a saúde pública: a relação entre a malária e a necessidade de transfusões sanguíneas.

Transmitido pela Rádio Huíla 96,2/96,6 FM e pelas plataformas digitais do Grupo Liberatos a conversa, contou com a participação de Félix Puto, coordenador provincial dos Serviços de Sangue na Huíla, e de Nataniel Fernandes Tchombé, supervisor formador em malária.

Quando a malária destrói o sangue

Durante a emissão, os especialistas explicaram como a malária afecta directamente o sangue humano. Segundo Félix Puto, um parasita transmitido pela picada do mosquito Anopheles provoca a doença. Depois de entrar no organismo, o agente instala-se nos glóbulos vermelhos, multiplica-se rapidamente e destrói essas células.

Como resultado, muitos doentes desenvolvem anemia grave. Nessa condição, o organismo perde capacidade para transportar oxigénio para os órgãos vitais. Por isso, os casos mais severos exigem uma resposta médica rápida.

Nataniel Tchombé destacou que, sobretudo entre crianças e mulheres grávidas, a transfusão sanguínea pode representar a diferença entre a vida e a morte.

“Quando a malária não recebe tratamento atempado, a destruição dos glóbulos vermelhos torna-se tão intensa que apenas uma hemotransfusão consegue salvar a vida do paciente”, explicou.

A importância de um sangue seguro

Os convidados sublinharam que a doação de sangue continua a ser um dos maiores actos de solidariedade humana. Contudo, os serviços de saúde devem analisar rigorosamente cada unidade recolhida antes da sua utilização.

Esse processo garante maior segurança para os doentes e reduz significativamente os riscos de transmissão de doenças.

Entre os principais benefícios da transfusão estão a reposição do sangue perdido ou destruído, a melhoria do transporte de oxigénio e o aumento das probabilidades de sobrevivência em situações críticas. Além disso, a transfusão permite estabilizar rapidamente pacientes que enfrentam complicações graves.

Por outro lado, a utilização de sangue não testado pode transmitir doenças infecciosas, incluindo a malária. Da mesma forma, a recusa de uma transfusão necessária pode comprometer o tratamento e colocar vidas em risco.

Uma relação directa e pouco conhecida

Embora muitas pessoas não associem os dois temas, os especialistas explicaram que existe uma ligação directa entre a malária e a doação de sangue.

Por um lado, a malária figura entre as principais causas de anemia grave e, consequentemente, aumenta os pedidos de transfusão nos hospitais da província da Huíla. Por outro lado, os profissionais dos bancos de sangue realizam controlos laboratoriais rigorosos para impedir que o parasita seja transmitido através das transfusões.

Assim, a doação segura não só ajuda quem necessita de sangue, como também protege os receptores contra possíveis infecções.

Segundo os convidados, muitas crianças internadas com malária grave sobreviveram graças à existência de reservas de sangue seguras e disponíveis. Por conseguinte, o aumento do número de dadores continua a ser uma prioridade para os serviços de saúde.

Barreiras culturais ainda custam vidas

Um dos momentos mais marcantes da entrevista abordou os desafios culturais e religiosos que ainda influenciam a aceitação da doação e da transfusão sanguínea.

De acordo com os especialistas, algumas crenças defendem que receber sangue de outra pessoa pode alterar a identidade, a linhagem familiar ou as convicções espirituais do paciente. Além disso, determinadas famílias encaram a doação como uma perda de força vital.

Contudo, os convidados alertaram para as consequências dessas percepções quando surgem situações de emergência.

“A medicina não altera a fé nem a origem de ninguém. O sangue é um instrumento de vida. Quando uma transfusão necessária é recusada, o resultado pode ser uma morte que poderia ser evitada”, afirmou Félix Puto.

Por essa razão, os especialistas defenderam um diálogo mais próximo com as comunidades, os líderes religiosos e as famílias. Dessa forma, será possível combater mitos, esclarecer dúvidas e promover decisões informadas.

Informação que salva vidas

A segunda edição de Junho do programa Vamos Falar de Saúde deixou uma mensagem clara: combater a malária não depende apenas do diagnóstico e do tratamento. Depende também da existência de dadores voluntários e de reservas de sangue seguras para responder às situações mais críticas.

Reveja o programa completo aqui:

Cardiopatias congénitas em destaque no Vamos Falar de Saúde

A primeira edição de Junho do programa Vamos Falar de Saúde, abordou as cardiopatias congénitas. Estas malformações cardíacas desenvolvem-se durante a gestação e podem comprometer seriamente a saúde da criança quando não são identificadas a tempo.

Durante o programa, a cardiologista pediátrica Dra. Ana Neves e a pediatra Dra. Gilberta Benguela explicaram os principais factores de risco associados à doença. Entre eles destacam-se:

  • Consumo de álcool durante a gravidez
  • Infecções maternas
  • Factores genéticos
  • Problemas de saúde mental da gestante.

Além disso, as especialistas reforçaram a importância do diagnóstico precoce. Segundo as médicas, exames como o ecocardiograma fetal e o “teste do coraçãozinho”, realizado após o nascimento, aumentam significativamente as possibilidades de tratamento. Consequentemente, as crianças afectadas podem ter uma melhor qualidade de vida e um desenvolvimento mais saudável.

Por outro lado, o diagnóstico tardio pode provocar complicações graves. Entre elas estão a insuficiência cardíaca, as infecções respiratórias recorrentes e o risco de morte precoce.

As convidadas alertaram ainda para os perigos dos partos domiciliares. Nesses casos, a ausência de avaliação médica imediata pode atrasar a identificação da doença e dificultar uma intervenção atempada.

Entretanto, como parte das actividades de sensibilização, foi anunciado o I Workshop Internacional sobre Cardiopatias Congénitas. O evento decorrerá nos dias 11 e 12 de Junho, no Hotel Serra da Chela, no Lubango. O encontro reunirá especialistas nacionais e internacionais. O objectivo é reforçar a capacitação dos profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, sensibilizar a sociedade para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado destas patologias.

A edição completa do programa está disponível nas plataformas digitais do Grupo Liberatos.

Grupo Liberatos distingue Funcionários do Mês de Maio

O Grupo Liberatos reconheceu os colaboradores Custódio Cameia Tito, da Liberatos Manuntec, Lda, e Lázaro Muholo Mujanga, da Liberatos Construções, Lda, como Funcionários do Mês de Maio, destacando a dedicação, competência e profissionalismo demonstrados no exercício das suas funções.

A distinção integra o programa de valorização do capital humano da empresa e visa incentivar a excelência, o compromisso e a cultura de mérito entre os colaboradores. Durante o acto de reconhecimento, a direcção enalteceu o contributo dos homenageados para o desempenho e crescimento das respectivas áreas de actuação.

Sob o lema “Construímos e Cuidamos”, o Grupo Liberatos reafirma que o desenvolvimento das suas actividades deve caminhar lado a lado com a valorização das pessoas, considerando os colaboradores como peças fundamentais para o sucesso dos projectos e para o fortalecimento das comunidades onde a empresa opera.

Com esta iniciativa, a organização renova o seu compromisso com a promoção do mérito, a qualificação profissional e a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais motivador e produtivo.

Formandos do CLESE visitam o Grupo Liberatos

No dia 27 de Maio de 2026, o Grupo Liberatos recebeu uma visita organizada pelo Centro Local de Empreendedorismo e Serviço de Emprego (CLESE). A actividade contou com a participação de formandos da área de Recursos Humanos.

A iniciativa teve como objectivo fortalecer a componente prática da formação profissional. Além disso, permitiu aos participantes conhecer de perto o funcionamento da área de Gestão de Pessoas no contexto empresarial.

Durante a visita, os formandos conheceram a estrutura organizacional do Grupo Liberatos. Por outro lado, compreenderam o papel estratégico desempenhado pelo departamento de Recursos Humanos no crescimento da empresa.

Os participantes também exploraram os processos de recrutamento e selecção adoptados pela instituição. Dessa forma, puderam observar métodos utilizados para atrair, integrar e reter talentos.

Entretanto, outro dos momentos marcantes foi a apresentação de práticas voltadas para o bem-estar e desenvolvimento dos colaboradores. Segundo a equipa de RH, estas acções contribuem para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Além disso, os formandos interagiram directamente com os profissionais da área. Durante o encontro, esclareceram dúvidas e partilharam experiências sobre os desafios da profissão.

Com iniciativas do género, o Grupo Liberatos reforça o seu compromisso com a formação de jovens profissionais. Assim, a empresa contribui para o desenvolvimento de competências e para a aproximação entre o sector empresarial e as instituições de ensino.

Dispositivos ortoprotésicos na reabilitação física

No âmbito das actividades do “Maio Laranja & Cinza”, o último episódio do programa Vamos Falar de Saúde recebeu o ortoprotesista Gabriel Chipalanga para uma conversa sobre o papel dos dispositivos ortoprotésicos no processo de reabilitação física.

Durante a entrevista, o especialista destacou que a ortoprotesia vai muito além da adaptação de equipamentos médicos. “Quando falamos de ortoprotesia, estamos a falar de devolver dignidade, autonomia e qualidade de vida ao paciente”, sublinhou.

Dispositivos que promovem mobilidade e autonomia

Os dispositivos ortoprotésicos são equipamentos biomédicos concebidos para responder a limitações motoras congénitas ou adquiridas. Essas limitações podem surgir devido a traumatismos, doenças ou amputações.

Além da componente estética, estes dispositivos ajudam a reduzir a dor e melhoram a mobilidade. Também facilitam a reintegração social e profissional dos pacientes, contribuindo para o fortalecimento da saúde mental.

Durante a abordagem, Gabriel Chipalanga esclareceu a diferença entre próteses e órteses. As próteses substituem total ou parcialmente membros ausentes. Já as órteses apoiam, estabilizam e corrigem alterações anatómicas e funcionais.

A importância da ergonomia na ortoprotesia

Outro ponto central da conversa foi a relação entre ortoprotesia e ergonomia. Segundo o especialista, a eficácia de uma prótese ou órtese depende da adaptação correcta do dispositivo ao corpo do paciente.

Um alinhamento inadequado ou uma distribuição incorrecta do peso corporal pode provocar dores, desconfortos e lesões secundárias. Por isso, o ortoprotesista trabalha para alinhar e corrigir as forças biomecânicas do corpo humano.

Esse processo garante maior conforto, segurança e eficiência energética durante as actividades diárias.

Reabilitação exige trabalho multidisciplinar

Gabriel Chipalanga destacou ainda que a reabilitação física exige a participação de diferentes áreas da saúde.

  • A nutrição desempenha um papel essencial no controlo do peso corporal, na cicatrização dos tecidos e no fortalecimento muscular. Esses factores facilitam a adaptação aos dispositivos ortoprotésicos.
  • A fisioterapia e a terapia ocupacional também contribuem directamente para a recuperação. O fisioterapeuta trabalha o fortalecimento muscular, o equilíbrio e o treino da marcha. Por sua vez, o terapeuta ocupacional ajuda o paciente a readaptar-se às actividades do quotidiano.
  • Além disso, o acompanhamento psicológico ajuda o paciente a lidar emocionalmente com a nova condição física e mantém a motivação durante o processo de recuperação.

Para compreender melhor todas as explicações e demonstrações apresentadas assista ao programa completo aqui: https://www.facebook.com/share/v/1GrM136upV/

Grupo Liberatos premiado pela responsabilidade social

O Grupo Liberatos recebeu o Certificado Verde, atribuído nos termos do Decreto Executivo n.º 178/24, de 10 de Outubro. O reconhecimento destaca a regularidade contributiva das empresas do Grupo e reforça o seu compromisso com a responsabilidade social.

Durante vários anos, antes da criação do Portal do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), as empresas efectuavam o pagamento das contribuições por meio de depósitos bancários e processos manuais. As folhas de registo permaneceram em uso durante mais de uma década.

Entretanto, com a implementação do Portal do INSS, o Grupo Liberatos iniciou um processo de modernização administrativa. A empresa substituiu gradualmente os métodos manuais pelo sistema electrónico, tornando os procedimentos mais rápidos, organizados e eficientes.

Além disso, a transição decorreu de forma segura e demonstrou o rigor da organização no cumprimento das suas obrigações sociais. Ao longo dos últimos dez anos, o Grupo Liberatos consolidou uma trajectória marcada pela transparência, disciplina contributiva e respeito pelas normas de Protecção Social.

Para a direcção do Grupo, a obtenção do Certificado Verde representa não apenas um reconhecimento institucional, mas também um motivo de orgulho. O documento confirma o compromisso permanente da empresa com a valorização do trabalho e a responsabilidade social.

Especialista esclarece dúvidas sobre ergonomia no trabalho

O especialista em Fisioterapia Neurológica, Vitorino Tchilulu, foi o convidado da edição de hoje do programa “Vamos Falar de Saúde”, onde trouxe a debate um tema de grande importância para a saúde pública e corporativa: a ergonomia no trabalho.

O conceito de ergonomia

Durante a entrevista, o especialista definiu a ergonomia como a ciência que estuda a interacção entre o ser humano e os restantes elementos de um sistema. No contexto laboral, trata-se de um conjunto de normas e directrizes que visam adaptar o trabalho às capacidades anatómicas, fisiológicas e psicológicas do homem — e não o inverso.

O objectivo central é assegurar que ferramentas, mobiliário e a própria organização das tarefas não constituam factores de agressão ao corpo humano, promovendo condições de trabalho mais seguras e adequadas.

Riscos ocupacionais e prevenção

Vitorino Tchilulu deixou um alerta sobre o aumento das doenças profissionais associadas à má ergonomia, com destaque para as lesões por esforços repetitivos (LER). Segundo o especialista, a adopção de posturas incorrectas e a permanência prolongada na mesma posição contribuem para o aparecimento de fadiga, dores musculares e lesões incapacitantes.

Como medida preventiva essencial, destacou a importância de realizar pausas regulares ao longo do dia de trabalho, permitindo a recuperação muscular e o alívio da tensão física e mental.

Benefícios de um ambiente ergonomicamente adequado

A correcta aplicação dos princípios ergonómicos reflecte-se directamente na saúde dos trabalhadores e no desempenho das instituições. Entre os principais benefícios, destacam-se:

  • Redução do absentismo, através da diminuição de baixas médicas associadas a dores crónicas e fadiga;
  • Aumento da produtividade, com trabalhadores mais confortáveis e eficientes;
  • Melhoria do bem-estar geral, com redução do stress físico e mental.

O especialista sublinhou ainda que a criação de um ambiente de trabalho seguro é uma responsabilidade partilhada. Cabe às instituições garantir condições e equipamentos adequados, enquanto aos trabalhadores compete adoptar boas práticas de postura e autocuidado no quotidiano.

Assista à emissão

A emissão completa do “Vamos Falar de Saúde”, com todas as explicações e recomendações do especialista Vitorino Tchilulu, encontra-se disponível nas plataformas digitais do Grupo Liberatos.

Aceda à página oficial e assista ao programa completo:

Parte 1 – https://web.facebook.com/share/v/1EFnBHjYmc/
Parte 2 – https://web.facebook.com/share/v/14Xifm9F9tq/

Fibromialgia: fisioterapia ajuda no controlo da dor e melhoria da qualidade de vida

Na segunda edição de Maio do programa Vamos Falar de Saúde, transmitido todas as quartas-feiras pela Rádio Huíla, a fisioterapeuta Alexandra Capita explicou os principais desafios da fibromialgia, uma condição que ainda gera muitas dúvidas entre pacientes e familiares.

Durante a conversa, a especialista destacou que a fibromialgia é uma síndrome clínica caracterizada por dor crónica generalizada. Ou seja, a dor pode atingir diferentes partes do corpo ao mesmo tempo.

Diagnóstico ainda é um desafio

Segundo Alexandra Capita, a fibromialgia não aparece em exames de imagem, como radiografias ou ressonâncias magnéticas. Por isso, os médicos fazem o diagnóstico através da avaliação clínica e da análise dos sintomas apresentados pelo paciente.

A fisioterapeuta também esclareceu que, apesar de não existir cura, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida com acompanhamento adequado.

Sintomas vão além da dor física

A especialista alertou que a fibromialgia afecta não apenas o corpo, mas também o bem-estar emocional e mental. Entre os sintomas mais frequentes, destacam-se:

  • Fadiga extrema, mesmo após várias horas de sono;
  • Distúrbios do sono e sensação de descanso insuficiente;
  • Dificuldade de concentração e lapsos de memória, conhecidos como “fibrofog”;
  • Ansiedade e sintomas depressivos relacionados à dor constante.

Como a fisioterapia contribui no tratamento

Durante o programa, Alexandra Capita explicou que a fisioterapia desempenha um papel importante no controlo da fibromialgia. O objectivo é reduzir os sintomas e devolver mais autonomia ao paciente.

Entre as principais abordagens utilizadas estão:

  • Educação sobre a dor, ajudando o paciente a compreender melhor a condição;
  • Exercícios terapêuticos de baixo impacto, como caminhadas, alongamentos e fortalecimento muscular gradual;
  • Terapia manual e técnicas de relaxamento para aliviar tensões musculares e melhorar a mobilidade.

Exercício físico deve respeitar os limites do corpo

A especialista reforçou que a prática regular de actividade física é essencial. No entanto, os exercícios devem respeitar os limites de cada pessoa, principalmente durante períodos de crise.Além disso, Alexandra Capita defendeu um acompanhamento multidisciplinar, com apoio de fisioterapeutas, reumatologistas e profissionais de saúde mental.

Ouvintes esclareceram dúvidas ao vivo

Durante a transmissão, ouvintes e internautas participaram com perguntas sobre a diferença entre fibromialgia e problemas na coluna ou articulações. Também surgiram dúvidas sobre como familiares podem apoiar quem convive com a doença.

A entrevista completa está disponível na página oficial do Grupo Liberatos no Facebook.

Pé boto em foco no “Vamos Falar de Saúde”

A primeira edição de maio do programa “Vamos Falar de Saúde” abordou o pé boto, uma condição ortopédica congénita que afecta o posicionamento dos pés à nascença e pode comprometer a mobilidade da criança se não for tratada atempadamente.

O programa contou com a participação de Luís Catumbela, assistente social, e Ana Paula da Silva, ortoprotésista, psicóloga clínica e directora do Centro Ortopédico do Lubango, que apresentaram uma análise clara sobre as causas, diagnóstico e opções de tratamento da condição.

O que é o pé boto e quais as causas?

Durante a sessão, os especialistas começaram por definir o pé boto como uma deformidade congénita caracterizada pela rotação anormal do pé. Foram apontadas três principais causas, com destaque para a origem genética, considerada o factor mais frequente. Também foram mencionados factores associados que podem influenciar o desenvolvimento da condição:

  • Factores intrauterinos (durante a gravidez)
  • Factores ambientais
  • Factores neuromusculares
  • Condições associadas (espinha bífida ou artrogripose)
  • Outras síndromes genéticas ou neurológicas

Diagnóstico precoce é fundamental

No que diz respeito ao diagnóstico do pé boto, foi explicado que, no contexto local, este é feito principalmente após o nascimento, através de avaliação clínica realizada por fisioterapeutas. Em alguns casos, o problema pode ser identificado ainda durante a gestação por meio de ecografia.

Foram ainda apresentados os dois tipos principais da condição:

  • Pé boto idiopático
  • Pé boto sindrómico

Tratamento: entre fisioterapia e cirurgia

O tratamento do pé boto pode variar conforme a gravidade do caso, passando por fisioterapia ou intervenção cirúrgica. Segundo os especialistas, a continuidade do tratamento é essencial para evitar complicações, como contraturas e limitações funcionais.

No âmbito das campanhas cirúrgicas realizadas no Lubango, cerca de 58 crianças já foram operadas, demonstrando o impacto positivo dessas iniciativas na recuperação dos pacientes.

O papel do Gabinete do Utente e da família

O Gabinete do Utente foi destacado como peça-chave no processo, sendo responsável pelo registo e acompanhamento dos pacientes. Além disso, tem desenvolvido um trabalho contínuo de sensibilização das famílias, promovendo a adesão ao tratamento e esclarecendo dúvidas sobre a condição.

Parcerias com o Hospital Pediátrico e a Maternidade têm reforçado a educação clínica, enquanto o Centro Ortopédico do Lubango tem apoiado no transporte de pacientes, facilitando o acesso aos cuidados de saúde.

Desafios e apelo às famílias

Um dos principais desafios identificados é a resistência ou abandono do tratamento por parte de algumas famílias, o que pode agravar o quadro clínico da criança. O assistente social Luís Catumbela destacou a importância do acompanhamento contínuo e deixou um apelo à não desistência do tratamento.

Foi também referido que o pé boto afecta com maior frequência o sexo masculino e pode levar a consequências sociais, como o bullying, caso não seja tratado adequadamente.

A primeira edição do “Vamos Falar de Saúde” reforçou a importância do diagnóstico precoce do pé boto, da adesão ao tratamento e do envolvimento familiar. Com acompanhamento adequado, é possível corrigir a deformidade e garantir uma melhor qualidade de vida às crianças afectadas.

Funcionários do Mês: Excelência que impulsiona o Grupo Liberatos

“O sucesso constrói-se com disciplina, visão e coragem para fazer sempre melhor.”— Sindika Dokolo

O Grupo Liberatos reafirma, diariamente, a sua convicção de que o verdadeiro motor do crescimento são as pessoas. São os profissionais que, com dedicação, disciplina e sentido de missão, transformam desafios em resultados e fazem da excelência uma prática constante.

No mês de abril, destacou dois colaboradores que personificam estes valores e elevam, com consistência, o padrão de qualidade do Grupo: Cecílio Ricardino Tomás e Yuri Jilson de Oliveira do Carmo. Dois percursos distintos, unidos pelo mesmo compromisso com o rigor, a produtividade e o profissionalismo.

Com mais de uma década de trajectória na empresa, Cecílio Ricardino Tomás, colaborador desde 2011, distingue-se pela sua postura serena e forte espírito de equipa. A sua actuação caracteriza-se por uma abordagem prática e eficiente, aliada a uma capacidade notável de resposta aos desafios do dia-a-dia. A sua consistência, foco e elevado nível de produtividade fazem dele uma referência na sua área.

Por sua vez, Yuri Jilson de Oliveira do Carmo, que integra a equipa desde 2020, destaca-se pela sua energia, dinamismo e elevado sentido de responsabilidade. A qualidade do seu trabalho reflecte atenção ao detalhe, domínio técnico e compromisso com a excelência. A sua postura transmite confiança e contribui activamente para um ambiente de estabilidade e crescimento.

O desempenho exemplar de ambos, marcado pelo rigor, dedicação e resultados consistentes, justifica plenamente esta distinção. Este reconhecimento simboliza não apenas o mérito individual, mas também o impacto positivo que cada um tem no fortalecimento da cultura e dos resultados do Grupo.

O Grupo Liberatos orgulha-se dos seus profissionais e acredita que conquistas como esta são etapas importantes numa trajectória de crescimento contínuo.

Durante a cerimónia de entrega dos certificados, o Director destacou: “Parabéns pela merecida distinção. Continuem a inspirar. Porque quando as pessoas evoluem, a empresa cresce com elas.”

Numa data em que se assinala o 1º de Maio – Dia Internacional do Trabalhador, esta homenagem ganha um significado ainda mais especial, reforçando o compromisso do Grupo Liberatos em valorizar o esforço, a dedicação e o papel fundamental dos seus colaboradores no desenvolvimento sustentável da organização.